30 de Abril de 2008

Calorias e preconceitos

Arquivado sob: Comunicação, Artigo — admin @ 16:04

MARTA GIL (*)

Reza a lenda que Calorias são seres minúsculos, praticamente invisíveis, que se escondem nos armários (têm preferência pelos femininos) e trabalham a noite toda, apertando as roupas.

Já os Preconceitos são seres com características semelhantes de tamanho e invisibilidade, que formam uma família grande, mas todos têm um traço em comum: a violência, seja moral ou física.

Alguns Preconceitos circulam livremente à luz do sol, pois não têm medo de serem vistos. Acham que têm razão e por isso se mostram. São truculentos e valentões. Massacram quem não concorda com seus pontos de vista, pois não têm argumentos que resistam à reflexão ou à comprovação. Reproduzem-se de forma exuberante especialmente em algumas épocas da História, em diferentes lugares. Basta lembrar da prima Eugenia, que reinou absoluta na Alemanha nazista, nos primos Apartheid da África do Sul, nos diversos momentos de escravidão, que se apoiaram no ramo do Racismo. A geração mais jovem, os Bullying, está na crista da onda; mas, na verdade, eles estão por aí desde sempre, só modernizaram seu nome e estão mais conhecidos.

Outros Preconceitos, mais próximos das Calorias, se escondem em locais escuros e improváveis. São mestres do disfarce. Parecem inocentes e têm cara de bonzinho, o que dificulta sua identificação. Lembram o Gato do Shrek, que tem aquele olhar meigo, carente…e de repente mostra as garras. É difícil identificá-los e desmascará-los. Estão em toda a parte, mas têm predileção por escolas e empresas. Por conta das mudanças sociais, assumem diversas identidades, da sutil à declarada. Recentemente um Preconceito foi detectado em uma escola, que recebeu uma criança com síndrome de Down e, um belo dia, soltou um flato, coisa que ocorre com todos nós. Mas o Preconceito estava ligadão e não ia perder esta oportunidade de ouro! Fez as professoras ligarem para a mãe, que saiu correndo de seu trabalho, passou em casa para pegar uma muda limpa de roupas e voou para a escola. Chegando lá, viu seu filho feliz e brincando: tinha sido só um flato, sem maiores conseqüências. Se fosse outra criança, sem deficiência, o Preconceito não teria esta oportunidade e não ficaria tão satisfeito consigo mesmo.

Alguns Preconceitos são musicais e podem ser encontrados em marchinhas de Carnaval (“Eu sou o pirata da perna de pau, do olho de vidro, da cara de mau”) ou em sambas (“Nega do cabelo duro, qual é o pente que te penteia”, “Quem não gosta de samba, bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé”, “Como a cor não pega, mulata, mulata quero teu amor”) e outros. Este é um ramo da família extremamente resistente, pois fica na cabeça das pessoas, que saem cantarolando e os reproduzem, sem serem percebidos.

Outro ramo da família dos Preconceitos estabeleceu no Reino da Carochinha, onde o diferente, o que não é como todos mora no coração da floresta, como os 7 anões, que formam uma comunidade fechada e desconhecida. Alguns são malvados, como o Capitão Gancho. No Reino da Literatura Clássica o disforme, o que-não-é-como-os outros também vive escondido e envergonhado, como o Corcunda de Notre Dame ou o Fantasma da Ópera. Ou é um ser amargo e atormentado, como o Capitão Ahab, que persegue Moby Dick incessantemente, considerando-a culpada por ter ficado sem sua perna.

Paula Maciel, da Argentina, é especialista em um grupo de Preconceitos, as “frases assassinas”, que recebem este nome por seu poder de imobilizar as pessoas e inviabilizar ações, matando-as antes que nasçam. “Falei que não ia dar certo”, “É melhor não mudar”, “Não temos recursos” são dignos e eficientes representantes da família.

Como o Preconceito começou?

Segundo alguns estudiosos, ele está conosco desde o início da Humanidade. Entendem que ele teve um papel fundamental para garantir nossa sobrevivência, enquanto espécie.

O que é o pré-conceito?

É a capacidade de formar juízos (conceitos) e tomar decisões muito rapidamente. Imagine um grupo de homínidas à procura de alimento em um ambiente hostil. Estão famintos e encontram um fruto. É preciso decidir: é de comer? É venenoso? Come com a casca? E o caroço? Parece com outro que já comeu? Se sim, como se sentiu depois? Se não decidir e agir rapidamente, o outro rouba o fruto – ou continua com fome.

Situações semelhantes aconteciam quando o grupo se deparava com outro grupo de homínidas ou com um animal.

Assim, o ser humano desenvolveu a habilidade de criar classificações e aplicá-las imediatamente.

Os tempos mudaram, mas o ser humano conservou esta capacidade, que já não é útil para a sobrevivência. As pessoas continuam a ser classificadas: gordos são alegres e gostam de contar piada; negros gostam de samba e futebol; surdos são irritadiços; loiras são burras. Estas classificações são perversas: como que colocam um espelho na frente das pessoas rotuladas e dizem: “Você é isso”. “Esperamos que faça isso ou aquilo”.

Estas expectativas são moldes, que limitam as pessoas, seus talentos e habilidades. Restringem o nosso olhar e procuram restringir o olhar da própria pessoa, que muitas vezes acredita que só é aquilo que a sociedade diz, só vê o que o espelho mostra.

Como acabar com a família dos Preconceitos?

É mais difícil do que acabar com as Calorias. Estas requerem mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos, na maioria das vezes. Contra os Preconceitos é preciso jogar a luz da Informação sobre eles, que não a toleram e saem desabalados. Assim, abrem caminho para que a Inclusão chegue e ocupe o espaço onde eles estavam.

Se eles vão voltar?

Sem dúvida nenhuma, muitas e muitas vezes. São resistentes e teimosos, estes monstrinhos. Afinal, por muitos anos ficaram no “bem bom”, tendo do bom e do melhor. E os seres humanos, seus hospedeiros, também resistem às mudanças, pois mudar dá trabalho.

Porém, uma coisa é certa: a cada vez que a Informação os ilumina e os desmascara, eles se enfraquecem e a Inclusão conquista mais adeptos e espaços.

Até que um dia….

(*) Marta Gil é socióloga, consultora na área da Deficiência e Coordenadora Executiva do Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas.

* Colaboração: Tânia Lopes

Caco arrebenta em Brasília!

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Paraolimpíadas 2008
Caco arrebenta em Brasília!
Superatleta do IBDD alcança marcas impressionantes no Circuito Loterias Caixa

PAULO VITOR FERREIRA

No futebol, quando um atleta ultrapassa os 30 anos, quase todo mundo fala que está na hora do sujeito parar. Na natação, o tempo é ainda mais cruel. Veja o caso do australiano Ian Thorpe, que encerrou a carreira com 24 anos. Existem as exceções. Uma delas é José Afonso Medeiros, o Caco. Com 40 anos, o fenômeno do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência conquistou três ouros, nos 50m borboleta e nos 100m e 400m livre, na última etapa regional do Circuito Loterias Caixa Brasil Paraolímpico-2008, realizada em Brasília entre os dias 26 e 27 de abril. Além disso, alcançou marcas impressionantes que provam sua capacidade para continuar representando com muito brilho o país em mais uma Paraolimpíada. Ele consegue superar outro nadador. Rogério Romero caminha para mais uma Olimpíada e completará 39 anos no dia 22 de novembro. O brilhante Caco terá 41 durante os Jogos Paraolímpicos de Pequim, em setembro, pois seu aniversário acontece no dia 6 de agosto.

O superatleta da classe S7 venceu os 50m borboleta, com o tempo de 37s13, o melhor das três etapas do Circuito. Triunfou também nos 100m livre, com a marca de 1min14s42, também a melhor desta prova no ano. Já nos 400m livre, o nadador voltou a derrotar seus adversários e conseguiu o segundo melhor tempo do Circuito em 2008 até o momento, com 5min37s23.

Caco está muito confiante em participar de sua quarta Paraolimpíada, mas – como todo perfeccionista – ainda considera que pode melhorar. “Cabeça de nadador é uma desgraça. Sempre está querendo melhorar suas marcas. Porém, isso é normal”, brincou o grande campeão, que espera conseguir sua vaga em Pequim. “Venho melhorando muito os meus tempos nas competições. Estou bem no ranking internacional das minhas três provas. Com muito treino, chegarei lá. Aliás, a minha preparação é puxada. Saio do trabalho e treino três horas por dia no Clube Curitibano”, disse o herói brasileiro e do IBDD, que mora em Curitiba, no Paraná.

Caco vai participar das etapas nacionais do Circuito Brasil Paraolímpico em Uberlândia-MG (5 a 8 de junho) e Fortaleza (6 a 9 de novembro). Além disso, estará em grandes eventos internacionais como o Aberto da Alemanha, em Berlim, entre os dias 24 e 25 de maio, e de uma importante competição na República Tcheca, que será realizada em 31 de maio e 1º de junho.

Caco é a fonte inspiradora de jovens valores com resultados impressionantes como Andre Brasil. “Foi uma pessoa que me abraçou. Acreditou em mim assim como o IBDD e o CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro)! Após entrar no esporte, soube de sua brilhante carreira e de tudo aquilo que fez. Foi o primeiro medalhista de ouro paraolímpico ao lado do judoca Antônio Tenório (também do IBDD) em Atlanta-1996, abrindo um caminho vitorioso para o nosso esporte. Muitos dizem que é velho, mas digo que tem experiência e que – acima de tudo – mostra-se um professor. Ele passa para mim e para outros nadadores e outras gerações a importância de amar e lutar pelos direitos dos nossos atletas e do nosso esporte!”.

Precisa escrever mais alguma coisa? Caco é o grande pioneiro da natação paraolímpica brasileira e está até hoje honrando o Brasil.

Um supercampeão em detalhes

João Afonso Medeiros, o Caco, é um dos principais nomes do desporto para pessoas com deficiência de todos os tempos. É um exemplo de dedicação para os mais novos. Ele começou a despontar no cenário nacional ao participar com destaque do Brasileiro de 1989. O supercampeão é dono de uma marca impressionante no Parapan de Caracas-1990: conquistou 11 medalhas, sendo seis de ouro, três de prata e duas de bronze. É o maior número de medalhas de um atleta na história do Parapan. Caco também mostra-se fã de Andre Brasil. Ficou três anos – entre 2000 e 2003 – parado, mas voltou com tudo.

Principais competições internacionais: Jogos Paraolímpicos de Barcelona-1992, Atlanta-1996 e Atenas-2004, Parapan do Rio-2007, Parapan de Natação-1990 (Caracas, Venezuela), Parapan de Mar del Plata-2003, Mundial de Malta-1994.

Principais conquistas: 11 medalhas no Parapan da modalidade em Caracas-1990 (seis de ouro, três de prata e duas de bronze), ouro e recorde no Mundial da Ilha de Malta-1994 (50 metros borboleta), prata no Mundial de Malta-94 (100m livre), duas pratas e dois bronzes no Parapan do Rio-2007.

Recorde de medalhas na história do Parapan: 11 medalhas no Parapan da modalidade em Caracas-1990 (seis de ouro, três de prata e duas de bronze).

Outras marcas: Primeiro brasileiro na natação masculina a conseguir uma medalha de ouro nos Jogos Paraolímpicos (Atlanta-1996); recorde mundial nos 50m borboleta que durou de 1994 a 2000.

Perfil

Modalidade: Natação
Nome: João Afonso Medeiros
Classe: S7
Especialidade: 50m borboleta
Nascimento: 6 de agosto de 1967
Cidade: Curitiba, Paraná
Deficiência: Mielite transversa

28 de Abril de 2008

Esteira na praia é enganação!

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O Globo Online, Ancelmo.com, 28/04/2008:

Esteira na praia é enganação!

ANDREI BASTOS

A coluna de Ancelmo Gois publicou na semana passada a foto de uma senhora fazendo “test-drive” da esteira que inventaram para os deficientes curtirem o verão carioca. Mas como é que o povo cadeirante vai chegar na praia se não existe transporte público acessível na cidade? E depois, chegando na beirinha, o que o cadeirante vai fazer? Pular da cadeira de rodas para a água?

Essa história de esteira é uma tremenda enganação! Não adianta falar de inclusão, na praia, na rua, na chuva, ou numa casinha de sapê, se a turma não tem como ir e vir. Em contraposição a essa lorota, as histórias de restrições à liberdade, ao direito à educação e ao trabalho e à própria vida em sociedade são muitas, mas duas delas, recentes, ilustram bem as condições absurdas em que vivem as pessoas com deficiência no Rio de Janeiro.

Agora mesmo o Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD) ganhou uma liminar na Justiça para garantir transporte para Bruno Lima Cardoso, um rapaz de 21 anos, tetraplégico, que passou no vestibular de Ciência da Computação na UFRJ e não tem como ir às aulas. A secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Leda Azevedo, teve o desplante de oferecer uma van às terças-feiras para o rapaz e, talvez até por causa disso, o Judiciário deu imediatamente ganho de causa ao instituto e determinou que o município providencie transporte todos os dias, sob pena de multa diária pelo descumprimento.

Já Cláudio Pinto, paraplégico, morador de Campo Grande como Bruno, com mais de 30 anos, casado, dois filhos, foi obrigado a renunciar a um emprego na Light, no Centro da cidade, por não ter como se deslocar. Precisa dizer mais?

Diante dessas verdadeiras tragédias, uma esteira na praia não pode ser levada a sério e muito menos ser considerada um avanço em acessibilidade para a cidade do Rio de Janeiro. Em vez de resolver o que realmente interessa, que é a acessibilidade no transporte coletivo, a prefeitura fica inventando coisas que desviam a atenção da sociedade e não resolvem nada. É preciso que se estabeleça uma política de Estado, e não apenas políticas públicas de governo, que priorize essa questão do transporte público acessível nacionalmente, com ênfase muito forte no Rio de Janeiro, que tem uma frota de 10 mil ônibus e apenas 48 adaptados, o que é uma piada de profundo mau gosto. Se isso não for resolvido, vai ser tudo enganação como essa história das esteiras.

O prefeito deveria se dedicar verdadeiramente a resolver esse problema e não procurar, em ano eleitoral, apenas ganhar espaço nos jornais, como o da foto da cadeirante na coluna do Ancelmo. O que nós, pessoas com deficiência, precisamos é de cidadania plena.

(Link para Ancelmo.com)

A nova Contemporânea

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Jornal do Brasil, Negócios&Propaganda, 28/04/2008:

A nova Contemporânea

Depois de uma longa negociação, as agências EuroRSCG Worldwide e Contemporânea anunciaram oficialmente, na última sexta-feira, a criação da nova empresa do grupo internacional no país: a EuroRSCG Contemporânea. De acordo com a nota divulgada pelas empresas, “o Brasil é uma das prioridades do grupo internacional e o objetivo dessa associação é expandir os negócios da rede nesta região, considerada estratégica no mundo atual”.

Entre os clientes da EuroRSCG Contemporânea estão Infoglobo, Merck, Triumph, Fundação Roberto Marinho, Bob’s (Delivery), Agenco, RJZ/Cyrela, Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD) e a recém-conquistada conta da Rede Telecine.

Na liderança da nova EuroRSCG Contemporânea estão Vivian Ferraz (COO), Armando Strozenberg (chairman), Mauro Matos (co-chairman) e José Calazans (consultor).

A Contemporânea, de Armando Strozenberg, Mauro Matos e José Calazans, foi fundada em 1983. Já a EuroRSCG chegou ao Brasil em 1997, se posiciona como uma agência full-service e pertence ao grupo Havas.

26 de Abril de 2008

Deu na internet

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Site pornô para cegos vira fenômeno cult nos EUA. ‘Porn for the Blind’ traz clipes com descrições de cenas de sexo disponíveis na internet.

(Clique aqui e saiba mais no blog O Olho da Rua 2.0)

25 de Abril de 2008

Uma oportunidade para a sociedade civil

Arquivado sob: Comunicação, Notícia — admin @ 19:50

No próximo dia 30 de abril, às 18h30m, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, serão empossados os novos membros do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comdef-Rio), na primeira vez em que ele é paritário, para um mandato de dois anos.

No dia 24 de abril, quinta-feira passada, foi realizada uma reunião desses novos conselheiros com um representante do governo municipal, nas dependências do CIAD, para discutir um possível acordo sobre a alternância anual entre governo e sociedade civil na presidência do Conselho.

O representante da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, Amarildo Balthazar, que substituiu a secretária Leda Azevedo, que estava viajando, apresentou proposta para que o governo ocupe a presidência do Conselho neste primeiro ano. Em defesa da proposta, Amarildo apresentou os seguintes argumentos:

1 – Por ser este o último ano deste governo, eles não teriam outra oportunidade de presidir o Conselho.

2 – O governo seria um facilitador das ações do organismo, particularmente diante da complexidade da administração pública municipal.

O grupo de representantes da sociedade civil reagiu à proposta apresentada pelo governo, de ocupar a presidência no primeiro ano, e foi tirada uma contraproposta, inversa, que Amarildo Balthazar vai levar à secretária Municipal da Pessoa com Deficiência. Em defesa da contraproposta, a sociedade civil apresentou os seguintes argumentos:

1 – O atual governo municipal vai acabar antes de um ano, o que criará problemas de continuidade na gestão, por mudança inevitável de orientação, mesmo que seu representante continue o mesmo.

2 – O momento de transição entre um governo e outro representa uma rara e importante oportunidade para fortalecer a sociedade civil no processo de formulação de políticas públicas que contemplem os reais interesses do segmento das pessoas com deficiência.

3 – O fato de estarmos em ano de eleições municipais cria uma inconveniência ética inquestionável para a ocupação da presidência do Conselho pelo governo agora.

Ficou decidido que os representantes das ONGs se reunirão dia 28, antes da apresentação da contraproposta à secretária Leda Azevedo, para definir o nome do candidato à presidência do Conselho pela sociedade civil. Portanto, no encontro com a secretária este nome também lhe será apresentado.

Estiveram presentes à reunião do dia 24 de abril:

- Ana Cláudia Monteiro (IBDD) - área de múltiplas deficiências.
- Andrei Bastos (IBDD) - área de múltiplas deficiências.
- Tânia Maria Vasconcellos (ADEZO) - área de deficiência física.
- Roosevelt (ADEZO) - área de deficiência física.
- Eliane (FENEIS) - área de deficiência auditiva.
- Roque da Silva (AMORVIT) - área de renais crônicos.
- Maria Helena (APAE-Rio) - área de deficiência mental.
- Luiz Claudio (ADVERJ) - área de deficiência visual.
- Alexandre Braga (ADVERJ) - área de deficiência visual.
- Alex Araújo - secretário do Comdef-Rio.
- Lucio Coelho (Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência) - conselheiro do governo.
- Amarildo Balthazar (Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência) - representante da secretária Leda Azevedo.

Cheiro de recordes nas piscinas

Arquivado sob: Comunicação, Notícia — admin @ 11:15

Paraolimpíadas 2008
Cheiro de recorde nas piscinas
Andre Brasil compete no Circuito Brasil Paraolímpico

PAULO VITOR FERREIRA

Atleta do IBDD na classe S10, o supernadador Andre Brasil se prepara para a terceira e última etapa regional do Circuito Loterias Caixa Brasil Paraolímpico, que será realizada nos dias 26 e 27 de abril, em Brasília.

Nesta etapa, a Centro-Leste, Andre Brasil compete em quatro modalidades: 100 metros borboleta, 50m, 100m e 400m livre. Pré-classificado para as Paraolimpíadas e tendo conquistado seis medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze no Parapan do Rio-2007, além de três recordes mundiais na mesma competição, Andre conseguiu ótimos resultados em disputas nacionais e mundiais. Por isso, a expectativa para garantir sua vaga nos Jogos de Pequim é grande, já que atualmente é o detentor dos recordes mundiais nos 50m e 100m livre e nos 100m borboleta.

No mês passado, também competiu no México e nos Estados Unidos. “Acabei de chegar de uma semana de treinamento no México. Estou mais leve na piscina. Além disso, competir é bom, pois observamos melhor como estamos fisicamente”, explica o atleta.

Circuito Brasil Paraolímpico

Mais de 1.200 atletas participam do Circuito Loterias Caixa Brasil Paraolímpico, que está em seu quarto ano consecutivo. No total serão cinco etapas, três regionais e duas nacionais. A partir dos índices das competições regionais, os atletas terão a chance de garantir uma vaga nas jornadas nacionais, que serão em Uberlândia (5 a 8 de junho) e em Fortaleza (6 a 9 de novembro).

Horários:
Dia 26: 8h às 18h.
Dia 27: 8h às 12h.
Local: Estádio Mané Garrincha - Centro Poliesportivo Ayrton Senna - Asa Norte – Brasília/DF. Entrada franca.

23 de Abril de 2008

Zona Oeste: “Cidadania, dignidade e as pessoas deficientes” *

Arquivado sob: Comunicação, Notícia — admin @ 19:43

1° FÓRUM DA ZONA OESTE:
“CIDADANIA, DIGNIDADE E AS
PESSOAS DEFICIENTES”.

VENHA PARTICIPAR DESTE MOMENTO DE CIDADANIA, ONDE SERÃO ABORDADOS OS TEMAS: ACESSIBILIDADE, POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE, EDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO PARA AS PESSOAS DEFICIENTES.

LOCAL: SALÃO DA IGREJA DE SANTANA,
EM CAMPO GRANDE, PRÓXIMO AO
WEST SHOPPING.

DIA: 10/05/2008 – 09:00 HORAS

PARTICIPAÇÃO DO PRESIDENTE DA COMISSÃO MUNICIPAL DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA.

Com certeza, perto de você existe um familiar, um amigo com algum tipo de deficiência ou um profissional interessado por esse segmento. Convide-os a participar desse evento.
Maiores informações na secretaria da paróquia ou pelos telefones: 8755.2149 / 87174478

* Reprodução do panfleto do Fórum Santana.

* Colaboração: Tânia Lopes

20 de Abril de 2008

Esteira na praia é enganação!

Arquivado sob: Comunicação, Notícia — admin @ 20:09

A propósito da instalação de esteiras nas praias cariocas, para cadeirantes poderem chegar na água, o Jornal do Rio, da Rádio Nacional, entrevistou Andrei Bastos no dia 18/04/2008.

(Clique aqui e ouça a entrevista)

Transcrição:

Jair Lemos – Amanhã aqui no Rio será inaugurada a primeira esteira de acessibilidade na praia. A esteira será instalada logo pela manhã na altura do posto 11, do Leblon. Apesar das diversas iniciativas que têm sido adotadas pelo governo e empresas, a acessibilidade continua sendo uma das maiores reivindicações e um dos principais problemas enfrentados pelas pessoas portadoras de deficiência. Para avaliar um pouco melhor a situação hoje, no Estado, o Jornal do Rio segunda edição conversa agora com Andrei Bastos, assessor de Comunicação do IBDD, Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Boa noite, Andrei.

Andrei Bastos – Boa noite, Jair, e boa noite ouvintes da Rádio Nacional.

Jair – A instalação da esteira de acessibilidade na praia é sem dúvida um avanço, mas o instituto tem acompanhado o planejamento do governo local? Quantas esteiras precisariam ser instaladas, Andrei?

Andrei – Pois é, Jair, infelizmente eu não posso concordar com você, que uma esteira na praia seja um avanço em acessibilidade para a cidade do Rio de Janeiro. Na nossa opinião, isso é mais uma grande enganação da prefeitura carioca, porque como é que as pessoas com deficiência vão chegar à praia e usar essa esteira se elas não têm transporte público adaptado? Então, em vez de resolver o problema que realmente interessa, que é a acessibilidade no transporte coletivo, a prefeitura fica inventando essas coisas aí de esteira na praia, de coisas que não resolvem o problema dos deficientes cariocas.

Jair – Andrei, tá aí então, são várias nuances que nos levam a fazer a pergunta e ao entrevistado de dar essa resposta e a sua opinião. Agora, nós acompanhamos outras iniciativas, como a instalação de rampas de acesso em determinados locais, como prédios públicos e calçadas. Agora, como o senhor avalia a questão da acessibilidade aqui no Rio?

Andrei – Olha, o IBDD também ganhou uma causa nessa questão da acessibilidade nos prédios públicos, porque existe um decreto de 2004, que é o 5296, assinado pelo presidente Lula, que estabeleceu prazos para a implantação da acessibilidade de um modo geral, e o prazo para os prédios públicos venceu no dia 3 de junho do ano passado. Então, o IBDD entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal contra a União, o Estado e o Município e ganhou já, liminarmente, uma decisão judicial que estabeleceu uma multa de 10 mil reais por dia por prédio público não adaptado.

Jair – Existem ainda dificuldades de se garantir os direitos da pessoa com deficiência com o Estado, é verdade. Que aspectos ainda devem receber uma atenção então especial na definição de políticas, Andrei?

Andrei – Olha, eu acho que tem que ser estabelecida uma política de Estado, e não políticas públicas de governo, priorizando essa questão do transporte público nacionalmente, mas com uma ênfase muito forte, principalmente, no Rio de Janeiro, porque São Paulo já vem avançando muito nesse sentido, o Paraná também. Agora, o Rio de Janeiro tem uma frota de 10 mil ônibus e apenas 48 adaptados. Isso é uma piada de profundo mau gosto, e não adianta falar em inclusão da pessoa com deficiência no trabalho, na educação, se ela não tem como chegar a esses lugares, se ela não tem como chegar na sua escola e no seu trabalho. Se não for resolvida a questão do transporte público acessível, nenhuma outra será resolvida. Vai ser tudo enganação como essa história das esteiras.

Jair – Bem, conversamos com Andrei Bastos, assessor de comunicação do IBDD, Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Algo mais a acrescentar, Andrei?

Andrei – Apenas que o prefeito da nossa cidade deveria se dedicar verdadeiramente a resolver esse problema das pessoas com deficiência e não procurar, em ano eleitoral, fazer coisas como essa, que têm o objetivo apenas de aparecer nos jornais, como tem a foto hoje da cadeirante no jornal O Globo, e a gente vê atrás dela um degrau, vamos chamar assim, bastante alto, e eu pergunto: como ela desceu para a praia? Alguém teve que carregá-la. Então, não existe autonomia, e o que nós precisamos, as pessoas com deficiência, é de cidadania plena.

Jair – Conversamos com Andrei Bastos, assessor de comunicação do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Obrigado, Andrei, até uma próxima oportunidade e boa noite.

Andrei – Obrigado, Jair, e boa noite aos ouvintes da Rádio Nacional.

19 de Abril de 2008

Você já assinou?

Arquivado sob: Comunicação, Notícia — admin @ 20:05

No dia 3 de maio de 2008 a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU, entrará em vigor no mundo e o Brasil perdeu a oportunidade de ficar entre os 20 primeiros países que a ratificaram porque nosso Congresso sequer indicou os membros da comissão que deve analisar o assunto, o que nos causa grande pesar.

Clique no link abaixo e manifeste sua insatisfação assinando a Nota de Pesar pelo descaso dos nossos parlamentares:

Nota de Pesar

Ratificação Já! Com quórum qualificado!

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